2 de outubro de 2015

Ativistas dos direitos indígenas vão ao MPE e alegam perseguição de deputada

 “Temos o direito de nos manifestar e lutar em defesa de nossos irmãos índios”
Artista Jorge Barros
Antonio Marques, Campo Grande News
Ativistas dos direitos dos indígenas do coletivo Terra Vermelha estiveram nessa manhã na Promotoria dos Direitos Humanos no MPE (Ministério Público Estadual) para denunciar a deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB) por perseguição política em razão do manifesto ocorrido na Assembleia Legislativa no último dia 24 de setembro, quando a sessão precisou ser suspensa em razão dos protestos contra a CPI do Cimi (Conselho Indigenista Missionária) e a defesa da CPI do Genocídio, para investigar as mortes dos índios no estado.


O artista Jorge Barros e a mestranda em antropologia Priscila Anzoategue, formada em Direito, alegam que a deputada estadual registrou um boletim de ocorrência contra os ativistas que criaram uma página na Internet para arrecadar recursos de pessoas de outros estados para a compra de cestas básicas para os índios da região sul do estado e de Antonio João, que estão em condições sub-humanas e passando fome.

Conforme Priscila Anzoategue, Mara Caseiro teria se utilizado do protesto ocorrido na Assembleia para justificar o registro de ocorrência por ameaça de morte contra os ativistas. “Inclusive ela incluiu uma pessoa do Rio de Janeiro que nem está na Assembleia no dia 24, mas que apoia a nossa campanha”, destacou ela.

Jorge de Barros disse que as pessoas foram na Assembleia apenas para protestar em favor dos índios, mas que a deputada teria usado de abuso do poder ao mandar os seguranças da Casa prender o advogado Rogério Batalha, que foi agredido no saguão do prédio e só não foi levado preso em razão da interferência do deputado Pedro Kemp.

Conforme o artista, que é cadeirante, eles decidiram procurar o Ministério Público para coibir a perseguição da deputada ao grupo que atua na defesa dos indígenas, jamais a ameaçou de morte. “Temos o direito de nos manifestar e lutar em defesa de nossos irmãos índios”, ressaltou.

O Campo Grande News tentou falar com a deputada Mara Caseiro na manhã desta sexta-feira, mas o telefone dela deu mensagem de caixa postal por mais de uma vez. A ação dos ativistas têm o apoio de diversas entidades da sociedade civil organizada, sindicatos e partidos políticos. Ler Original AQUI.

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