31 de maio de 2013

Índios Terena retornam à fazenda Buriti e bloqueiam acesso à propriedade em Sidrolândia

Dilma convoca ministros para discutir conflitos indígenas no país

Estão presentes os ministros da Justiça, da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência. Também participam o Advogado-geral da União e o presidente da Embrapa. Leia sobre!http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-31/dilma-convoca-ministros-para-discutir-conflitos-indigenas

Belo Monte:Lideranças fazem acordo com o governo, mas índios permanecerão no canteiro até encontro em Brasília

Após muita resistência, lideranças indígenas aceitaram a proposta do governo federal. Um grupo viajará a Brasília na próxima quarta-feira (5). Eles vão reunir com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República e dos ministérios da Justiça e de Minas e Energia. 
Os índios, no entanto, permanecerão no canteiro, pelo menos, até o dia do encontro. A decisão definitiva sobre deixar ou não o local vai depender do resultado da conversa com os representantes do Executivo. O transporte dos índios a Brasília vai ser custeado pelo governo federal. Os trabalhos serão retomados. Leia matéria na íntegra da Agência Brasil!
Foto _ site trust.org

Belo Monte: Lideranças indígenas aceitam participar de reunião em Brasília

“Índios Terena de sete aldeias de Taunay invadem Fazenda Esperança, em Aquidauana”


Cerca de 500 índios [sic] da etnia Terena, de sete aldeias de Aquidauana, invadiram [sic] na madrugada de hoje a Fazenda Esperança. O grupo quer a ampliação da terra indígena Taunay Ipegue.
A princípio, a ideia era fazer um bloqueio na rodovia, mas com a morte do índio [sic] Oziel Gabriel, ontem, em Sidrolândia, as famílias resolveram acampar na propriedade da família Alves Correa, que é dividida em Esperança 1, 2, 3 e 4.
A briga judicial entre fazendeiros e o povo Terena é muito parecida com a situação da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, onde ocorreu o conflito na quarta-feira.
Em Aquidauana, os índios [sic] vivem em pouco mais de 6 mil hectares, mas lutam pela ampliação para 33 mil. Essa área já foi identificada como indígena por estudos antropológicos e abrange todo o distrito de Taunay, que hoje tem 93 imóveis.
O proprietário de uma das fazendas, a Ipanema, recorreu ao TRF (Tribunal Regional Federal) e conseguiu suspender o processo de demarcação. Funai e Ministério Público Federal recorreram ao STF, mas o caso ainda não foi julgado.
Os Terena resolveram entrar na fazenda Esperança, porque a propriedade é a que mais preserva resquícios dos ancestrais. Na área existe um cemitério indígena e vestígios da primeira aldeia Terena de Mato Grosso do Sul.
Os índios [sic] que estão na fazenda Esperança vieram das aldeias de Taunay: Ipegue, Colônia Nova, Água Branca, Morrinho, Imbirussu, Bananal e Lagoinha.
O grupo deu prazo até as 12h (sexta-31/5) para o segurança e o capataz que cuidam da propriedade retirarem os pertences da sede.
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Compartilhado por Geyse Ortega.
*Material reproduzido do Combate ao Racismo Ambiental

Povo Terena: Carta Aberta à Imprensa

Considerando que:
  1. Sobrevivemos com falta de espaço para condição mínima de qualidade de vida;
  2. Aguardamos há anos o processo de demarcação do território tradicional, já identificado e publicado por meio de Portaria da Funai/2004, da Terra Indígena Taunay/Ipegue;
  3. Assistimos o uso e depredação dos recursos naturais no Território em questão, sobretudo, por meio de desmatamento provocado pelos atuais ocupantes;
  4. O assassinato de lideranças indígenas em Mato Grosso do Sul, entre os quais Oziel Terena na Terra Indígena Buriti.
Nós, integrantes do Povo Terena resolvemos nesta data – 31/05/2013:
1º RETOMAR parte do território tradicional atualmente denominado fazenda Esperança reivindicado e que está marcado na memória de nossos anciãos;
2º Exigimos a imediata intervenção da Presidência da República no Caso Terena pela recuperação do Território Tradicional em cumprimento a Constituição Federal de 1988.
Povo Terena da Terra Indígena Taunay/Ipegue
Terra Indígena Limão Verde
Terra Indígena Cachoeirinha

Condisi/MS: Nota de repúdio


Imagens exclusivas: Prestação de socorro para Terena atingido na perna ...

Jamais vamos sair daquela terra sagrada: Índio Terena fala sobre assassinato de índigena no Mato Grosso do Sul

Dor...Pai!

Por Onildo Lopes dos Santos

Com quanto sangue indígena se pavimenta um progresso?

Leia Artigo de Gilson Moura Henrique Junior em Transversal do Tempo!
Foto - site

Ministro José Eduardo Cardozo diz que diálogo em Belo Monte não está encerrado

Foto _  Quem souber a autoria desta imagem por favor nos avise para efeito de crédito. Obrigadíssima!

Assassinato de Oziel Gabriel: Ministro da Justiça pede que PF apure com rigor se houve abuso policial em desocupação de fazenda

"Vamos apurar com muito rigor o que houve. Se houve abuso, todos os responsáveis serão punidos", disse José Eduardo Cardozo. Ele informou que a PF já instaurou inquérito para apurar os fatos e  acrescentou que já pediu relatórios detalhados à Polícia Federal e à Fundação Nacional do Índio (Funai), cujos representantes acompanhavam a operação. Leia matéria da Agência Brasil!
Foto _ ABr

Nota do Conselho Indigenista Missionário: Repúdio à ação criminosa da Polícia Federal contra o Povo Terena

Nós, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) viemos a público denunciar a violenta e desumana ação da Polícia Federal e da Polícia Militar do estado de Mato Grosso do Sul, na madrugada de quinta-feira, 30 de maio, contra a comunidade indígena Terena que ocupa a fazenda Buriti, no município de Sidrolândia/MS.  O ataque policial resultou no assassinato de Osiel Gabriel e deixou várias pessoas feridas.

Manifestamos grande preocupação com o aprisionamento de 15 lideranças do Povo Terena, que se encontram incomunicáveis na carceragem da Polícia Federal, em Campo Grande. Dentre os presos, está um jovem Terena que filmou todo o ataque e teve, inclusive, seu equipamento recolhido pelo Polícia. O Cimi teme pela integridade física destes líderes.

Responsabilizamos o Governo Federal, na pessoa da presidenta da República, Dilma Rousseff e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pela ação desmedida e criminosa da Polícia Federal contra o Povo Terena, uma vez que esta força policial está sob seu comando e só deveria agir mediante seu consentimento.

A fazenda Buriti é parte dos 17.200 hectares declarados pelo Ministério da Justiça, em 2010, como território tradicional do Povo Terena, tendo sido retomada, no dia 15 de maio, pela comunidade, que reivindica a conclusão dos procedimentos de demarcação da Terra, iniciados há mais de dez anos.

Lembramos que não é a primeira vez que se praticam ilegalidades e arbitrariedades contra comunidades Terena em Sidrolândia. Na mesma terra indígena ocorreu, em 19 de novembro de 2009, um violento despejo protagonizado por cerca de 30 fazendeiros e 60 policiais militares, mesmo havendo uma decisão judicial favorável à permanência dos Terena naquela área.

Em nosso entendimento, a ação brutal comandada pela Polícia Federal faz parte de uma estratégia mais ampla do governo federal para viabilizar demandas de ruralistas e latifundiários do agronegócio. Com isso, de forma premeditada, o governo desrespeita os direitos dos povos que tradicionalmente habitam aquelas terras.

Entendemos, outro sim, que o poder judiciário e, em especial, o juiz federal responsável pela ordem de despejo dos Terena de sua terra tradicional assumiu também, por este ato, responsabilidade no episódio violento patrocinado pela Polícia Federal e Polícia Militar do estado do Mato Grosso do Sul.

Repudiamos ainda a postura do governador do estado, André Puccinelli, que no uso de suas funções vem incitando a população sul matogrossense contra os povos indígenas, com sucessivas manifestações públicas de caráter antiindígena.

Alertamos que deputados estaduais vêm utilizando a Assembleia Legislativa do MS como palco para pronunciamentos discriminatórios, que visam desqualificar as lutas pela defesa da terra por parte dos povos indígenas e, ao mesmo tempo, criminalizar o movimento indígena, suas lideranças e as organizações que lhes prestam apoio.

As insinuações de que os Terena estariam sendo manipulados ou insuflados pelo Cimi a retomar suas terras são infundadas, levianas e ofensivas aos povos indígenas. Essas insinuações são parte da estratégia de ruralistas preconceituosos e racistas que se acostumaram a invadir as terras e a tratar os povos indígenas como se fossem seres inferiores, incapazes de pensar, de discernir entre o certo e o errado, de tomar decisões por conta própria e de lutar por seus direitos. A história mostra que são exatamente estes invasores das terras indígenas os responsáveis pelos assassinatos de líderes indígenas no Brasil e, em particular, no estado do Mato Grosso do Sul.

O Cimi continuará sua missão atuando de forma intransigente na defesa da vida dos povos indígenas e denunciando as invasões de suas terras, os assassinatos e os assassinos destes povos. Reafirmamos nossa solidariedade aos povos indígenas do Brasil e às lutas autônomas e justas do povo Terena pela demarcação e garantia de suas terras tradicionais.

Brasília, DF, 30 de maio de 2013.

Cimi - Conselho Indigenista Missionário

30 de maio de 2013

Como explicar a liderança dos Munduruku na resistência às hidrelétricas

Leia artigo do padre Edilberto Senna (Cimi)!
http://www.cimi.org.br/site/pt-br/index.php?system=news&action=read&id=6923
Foto _ Invasão da PF em aldeia Munduruku com assassinato de um indígena

Belo Monte: Indígenas rechaçam proposta do governo e reafirmam: “queremos que ministro venha pessoalmente”

Cimi /Ruy Sposati de Altamira, Pará

Após reunião de meia hora com um representante da Secretaria Geral da Presidência da República na tarde desta quinta, indígenas que ocupam Belo Monte reafirmaram a exigência de que o ministro Gilberto Carvalho compareça ao canteiro de obras ocupado desde segunda-feira por cerca de 170 pessoas. Na foto, trabalhador é preso por agentes da Força Nacional ao tentar falar com indígenas.Segundo relato de Valdenir Munduruku, o coordenador de movimentos do campo e território da Secretaria Geral, Nilton Tubino, que chegou ao local por volta das 17 h de hoje, apresentou a proposta de que uma pequena comissão de indígenas da ocupação fosse á Brasília reunir-se com o ministro, no dia 4 de junho. 
A proposta não foi aceita, e os ocupantes reforçaram o convite para que Carvalho fosse ao canteiro. “Nós dissemos ao funcionário do governo: nós vamos permanecer acampados, firmes, e pedimos que o ministro venha pessoalmente. Nossa conversa será com todos, e aqui”.
Tubino disse aos indígenas que por telefone levaria a demanda ao ministro, e que até o final da noite daria uma resposta aos manifestantes. 


Foto Arquivo _ Xingu Vivo

É Justo?

Cimi: Novo genocídio ameaça povos indígenas do país

De acordo com o relatório sobre a violência que atinge os povos indígenas, somente entre 2003 e 2011 foram assassinados 503 índios, dos quais 273 são do povo Guarani Kaiowá. Leia matéria de Carta Maior!
Foto _ Carta Maior

Pai!


Por Resistência do Povo Terena

Este é o filho de Oziel Gabriel ao saber da morte de seu pai, assassinado durante a operação de reintegração de posse da Fazenda Buriti. em Sidrolândia. Oziel era da aldeia Córrego de Meio e estava acampado na fazenda desde o dia 15. Segundo amigos, ele era estudante do Ensino Médio e foi até a área para reforçar a luta pela retomada das terras.
No momento da expulsão, a Polícia Federal utilizava arma de fogo enquanto a Polícia Militar usava balas de borracha contra paus e pedras usadas pelos Terenas para se defender.
O clima no local continua tenso. Após a confirmação do falecimento de Oziel as lideranças decidiram permanecer na terra a todo custo. Os nove caciques presentes convocaram suas comunidades que estão indo em centenas para reforçar a luta na fazenda. Os policiais recuaram na violência, mas pediram reforço para continuar a reintegração de posse.

Eles sabem o que fazem...

"Nós, Kaingang do Morro do Osso, Porto Alegre, nos manifestamos em apoio ao Povo Terena da terra indígena Buriti de Mato Grosso do Sul que hoje, dia 30 de maio, dia de Corpus Christi, festa do Corpo de Cristo muito celebrado pelos católicos no Brasil, foi atacado pelos policiais Federais e Militares, para cumprir uma ordem de despejo. Ficamos revoltados quando soubemos que mataram Osiel Gabriel e que outros Terena foram espancados pela polícia. Leia Nota na íntegra!

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&action=read&id=6925


Ilustração _ Waldez Duarte

“Meu irmão levou o tiro do lado em que grupo da PF estava”, denuncia Otoniel Terena; indígenas são presos para dar explicações

"Será que depois de um juiz ter derramado sangue no MS o juiz daqui vai fazer o mesmo?"

Trabalhadores acusam policiais de incitar operários à violência contra indígenas

Trabalhadores alojados no canteiro de obras da usina hidrelétrica Belo Monte, ocupado por indígenas desde segunda-feira, 27, acusam policiais de incitarem operários a entrarem em confronto com indígenas. Segundo relatos, alguns trabalhadores que tentavam diálogo com indígenas teriam sido perseguidos, espancados e demitidos. Leia matéria na íntegra de Ruy Sposati!http://www.xinguvivo.org.br/2013/05/30/trabalhadores-acusam-policiais-de-incitar-operarios-a-violencia-contra-indigenas/
Foto _ Waro Munduruku

PF informa que desocupação de Belo Monte não deve acontecer antes de segunda-feira

“Ninguém quer o uso da força. Até porque há muitas crianças e mulheres junto com o grupo"

Esta ‘pérola’ é de um colar não indígena pendurado no pescoço de Cleide Antonia de Souza, coordenadora da representação do governo federal em Altamira. Uma indagação, senhora: se os indígenas estivesses sem os familiares o que aconteceria?

 Leia matéria da Agência Brasil!

Assassinos! Policiais matam indígena Terena em MS

Vigília em Belém

Imagem enviada ao Blog Combate ao Racismo Ambiental. A foto de autoria de Djinabandhu Dinailson Benassuly é intitulada 'Ato contra a insanidade de construir Belo Monte'. A vigília continua no dia de hoje, na capital paraense.  

Comitiva de deputados verificará impactos de Belo Monte

Comunização Indígena...Amor! » Povo Ka’apor, do Maranhão, se solidariza à luta do povo Munduruku e outros povos indígenas, contra Belo Monte

Agenda de Dilma revela opção do governo

Leia excelente artigo do secretário executivo do Cimi, Cleber Buzzato, sobre a 'localização' de Dilma em relação aos povos indígenas!http://www.cimi.org.br/site/pt-br/index.php?system=news&conteudo_id=6919&action=read

MPF pede novamente o diálogo com indígenas que ocupam Belo Monte

Leia matéria no Cimi!

Foto _ Cimi

Saweh! Indignados, indígenas rasgam mandado de reintegração de posse

29 de maio de 2013

Juiz nega recurso e índios têm que deixar canteiro de Belo Monte

29/05/2013 - 17h22

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Guedes, da Subseção Judiciária de Altamira (PA), manteve a determinação para que os índios deixem voluntariamente e pacificamente um dos três canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, até as 17h30 de hoje (29). Os índios ocupam o local desde a madrugada de segunda-feira (27).
O advogado que representa os índios, Adelar Cupsinski, informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar reverter a decisão.
A sentença com o prazo de 24 horas foi anunciado pelo juiz ontem (28). Hoje (29), Cupsinski, pediu ao magistrado que reconsiderasse sua decisão e suspendesse a reintegração de posse até que uma audiência de conciliação entre representantes do governo federal e do movimento indígena ocorresse.
O juiz, no entanto, não atendeu ao pedido, mantendo a decisão de ontem e determinando que os índios presentes no canteiro, a 55 quilômetros de Altamira (PA), sejam intimados a se retirar.
Mais cedo, por telefone, a Agência Brasil conversou com Paygomuyatpu Munduruku, liderança da etnia Munduruku, que disse que os índios pretendem resistir caso o magistrado não acatasse o pedido.
“Por enquanto está tudo sob controle. Estamos aguardando, vendo a movimentação dos policiais. Sabemos o poder de força da polícia, mas desta vez não vamos sair. Vamos encarar”, declarou Paygomuyatpu, afirmando que há cerca de 150 índios de várias etnias, entre elas araras e kaiapós, presentes no local.
Coordenadora da representação do governo federal em Altamira, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, Cleide Antonia de Souza levou aos índios uma carta enviada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. No texto, o ministro reitera a disposição do governo federal em dialogar com os povos indígenas, em particular com os mundurukus. Carvalho propõe que uma delegação de representantes indígenas viajem a Brasília, com transporte e hospedagem custeados pelo governo, a fim de se reunir com ele no Palácio do Planalto. O ministro sugere inclusive a data para o encontro - 4 de junho, às 14 horas - mas condiciona o encontro à desocupação pacífica do canteiro.
Segundo Cleide, embora, inicialmente, os índios tenham aparentemente recebido bem a proposta, apresentada informalmente ontem, ao receber a cópia da carta hoje, eles recusaram a oferta.
“Infelizmente, os índios não querem negociar. O governo tem feito todos os esforços para negociar, mas o grupo está irredutível. Nossa expectativa, agora, é que os índios repensem e aceitem a proposta, que é uma tentativa de conciliação por parte do governo federal”, declarou à Agência Brasil.
“Ninguém quer o uso da força. Até porque há muitas crianças e mulheres junto com o grupo. Eles reivindicam que o ministro Gilberto Carvalho vá até o local, negociar, mas o entendimento do ministro é que é muito mais fácil ouvir e negociar as reivindicações do grupo estando todos em Brasília, onde é possível consultar outros ministros e membros do governo”, acrescentou Cleide.

Edição: Carolina Pimentel// Texto atualizado às 17h38

Carta nº8: o massacre foi anunciado e só o governo pode evitar

"Vocês vão entrar para matar. E nós vamos ficar para morrer. Nós não vamos sair sem sermos ouvidos". Trecho da Carta. Leia na íntegra no Cimi!"

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/index.php?system=news&conteudo_id=6916&action=read

Foto _ Ruy Sposati

Belo Monte: "O governo está preparando uma tragédia", afirmam indígenas

"O governo está preparando uma tragédia", afirma Paygomuyatpu Munduruku. "Nós não vamos sair daqui. O governo tem nos ignorado, ofendido, humilhado, assassinado". Para ele, está claro que o governo está tentando sufocar o movimento. "Ele já matou uma vez e vai matar de novo. Eles mataram porque nós somos contra as barragens", explica. Leia matéria do Cimi!

Foto _ Cimi

Indígenas recorrem da decisão judicial de deixar obra de Belo Monte, no Pará

Advogado contratado por Conselho Indigenista Missionário ajuíza petição para permanência de indígenas na obra. Leia em Portal Amazônia!

http://www.portalamazonia.com.br/editoria/atualidades/indigenas-recorrem-da-decisao-judicial-de-deixar-obra-de-belo-monte-no-para/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Foto Ilustração _

Índios tomam ônibus e rádios de comunicação em Belo Monte

Leia matéria do Valor Econômico!

Foto Arquivo _ Ocupa Belo Monte 

Militares da Operação Ágata destroem pista clandestina em terra indígena

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Agentes da Operação Ágata 7 destruíram uma pista clandestina usada para garimpo ilegal em terra indígena yanomami, no município de Cachoeira Xiriana (RR), próximo à fronteira com a Venezuela, informou o Ministério da Defesa.
A Operação Ágata 7 está atuando em toda área de fronteira do país, envolvendo mais de 33 mil militares e agentes das polícias federal, rodoviária, estaduais e municipais. O objetivo da ação é reprimir crimes fronteiriços e ambientais, além de ações sociais.
Após dez dias de operação, foram apreendidos 281 quilos de cocaína, 8 mil quilos de explosivos e 2 toneladas de maconha. Agentes apreenderam ainda 40 mil pacotes de cigarros na cidade de Guaíra, no Paraná. A mercadoria estava em um caminhão e foi avaliada em mais de R$ 1 milhão. A operação ainda prestou atendimento médico a 13.893 pessoas e 30.489 remédios foram entregues.
Na última segunda-feira (27), o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estiveram em Foz do Iguaçu (PR), onde obtiveram informações sobre a operação. Durante a visita, Temer explicou que as operações Ágata 7 e Sentinela, que também atua na repressão à criminalidade nas fronteiras, serão contínuas. “Essas ações têm conseguido reduzir os crimes transfronteiriços e, por isso, serão constantes. Os que estão reclamando são aqueles que estão ilegais”, disse o vice-presidente.
Edição: Carolina Pimentel // Matéria alterada às 10h48 para corrigir localização da cidade de Cachoeira Xiriana, que fica em Roraima e não em Rondônia


Produtores rurais pedem suspensão de demarcação de terras indígenas e ameaçam "parar o país"

Belo Monte: O 'playground' de Dilma

Por Tereza Amaral

O Brasil vive, hoje, um momento de grande apreensão. De um lado indígenas que querem negociar com o governo em Belo Monte. Do outro uma pessoa intransigente que está 'brincando' e parece não saber o que fazer com a NOSSA faixa presidencial.
Custa ao governo enviar o ministro Gilberto Carvalho ao 'playground' de Dilma? Longe de ser uma brincadeira, os indígenas já sinalizaram que não arredam os pés do' parque' da presidente. E têm motivos, uma vez que ela invadiu suas terras sem permissão. Estamos - pelo menos eu - apreensivos com a inabilidade do Executivo em equacionar esse grave problema.
Dilma esquece que os atores sociais envolvidos têm introjetados uma valoração cultural diferente da nossa. Chama a atenção essa guerra de nervos a que nos impõe. É tortura! Será que ainda  não entendeu que desejamos que tudo transcorra pacificamente?
Na verdade, apesar da centralização do governo, o pior é o assessoramento nada diplomático. Exemplo disso? Assistimos a uma ministra da Casa Civil anunciar que a Embrapa também vai demarcar TIs. Com que preparo? Para quem não sabe o órgão trabalha com pesquisas agropecuárias.
Já o ministro Gilberto Carvalho nada faz para minimizar a situação. E o Brasil está sendo segregado irresponsavelmente...Ou eles ainda não perceberam que Belo Monte e o monte de omissões e imposições com os povos originários está se tornando 'a faixa de Gaza brasileira'?

Boneca de Dilma, uma criação do artista Marcus Baby

Tupã...

Governo tira da Funai exclusividade sobre demarcações de terras


Foto _ Divulgação

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, anunciou ontem que os processos sobre demarcações de terras indígenas serão feitos de forma compartilhada pela Funai (Fundação Nacional do Índio), Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Leia sobre!

http://www.edicaoms.com.br/noticias/115261,Governo+tira+da+Funai+exclusividade+sobre+demarcacoes+de+terras.html

28 de maio de 2013

Saweh! Indígenas afirmam que não sairão de Belo Monte, mesmo com decisão judicial

Juiz de Altamira determina saída de índios do canteiro de Belo Monte

Indígenas tem 24 horas para desocupar canteiro de Belo Monte

Decisão do juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Batista Guedes prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de permanência. Leia matéria no site Canal Energia!

http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=95556




Foto _ Reuters/Arquivo

Belo Monte: nova ocupação, mesmas demandas, mesmos problemas

Os indígenas escreveram uma carta aos trabalhadores do CCBM, "com quem a gente joga bola no canteiro", propondo uma aliança tática entre comunidades tradicionais, atingidos da região de Altamira e os operários do empreendimento (segundo os indígenas, a Força Nacional não tem permitido a distribuição dos panfletos). E dizem temer possibilidades de "infiltração" de falsos trabalhadores, pagos pelo Consórcio para criar situações de crise entre eles. Toda essa "sofisticação" do movimento indígena tem incomodado o governo e as empresas envolvidas na construção da obra, que sucessivamente tem tentado descaracterizar a ação e acusar os indígenas de serem manipulados por ONGs estrangeiras.. Leia matéria de Ruy Sposati!


Foto _ Cimi

Consulta aos índios tem que preceder qualquer decisão sobre usinas no Tapajós, afirma MPF

Recurso interposto pelo MPF solicita reconsideração de decisão do STJ e caso seja mantida a decisão, que seja encaminhado à corte especial. Leia em Brasil de Fato!
Foto _ Google

Construtor de Belo Monte vê risco de conflito entre trabalhadores e indígenas

O Consórcio Construtor de Belo Monte enviou cartas a quatro ministérios do governo Dilma alertando para o aumento do risco de um conflito entre trabalhadores da usina e indígenas.
Na carta,  encaminhadas há duas semanas, o consórcio pediu medidas urgentes para garantir a segurança nos canteiros de obra de Belo Monte. Os pedidos não foram respondidos. 
E a principal preocupação é que a sequência de ocupações possa gerar conflitos entre os trabalhadores alojados e os indígenas. A situação na região é classificada como "extremamente tensa". Leia na íntegra matéria da Folha de São Paulo!

Foto _ IHU

Eles têm a NÓS!

Foto Veja _ Manipulada



Por Tereza Amaral

Intransigência é uma coisa. Burrice já é algo que a presidente Dilma Rousseff não tem. Aliás, a mandatária do país possui uma inteligência intelectual - emocional (?)  - acima da média. E deveria recorrer à primeira para equacionar o grave quadro social que se redesenha no seu canteiro belomonteense.
Se Dilma tem boa memória deve recordar do grito Kararaô na década de 80 contra a hidrelétrica. Pois bem, mesmo sem Sting o de agora ecoa mais forte. E já que é assessorada pelo desmemoriado ex-missionário Gilberto Carvalho - diz não ter recebido convite para negociar com os indígenas Munduruku -  a própria Dilma deveria sair da sua 'zona nada confortável' e ir até lá.
O governo brinca 'em cima daquilo' e subestima uma etnia que tem ao longo da história uma tradição guerreira (http://pib.socioambiental.org/pt/povo/munduruku). Vamos torcer para que tudo transcorra dentro da civilidade que os índios estão ministrando aulas a  ministro sem educação e que não atende ao seu chamado. Gilberto Carvalho, os povos originários não irão recuar!

Somos UM! Avante!

Os indígenas que reocuparam Belo Monte não abrem mão de negociar com o próprio governo.  A Força Nacional não entra no canteiro principal e Dilma subestima os guerreiros que estão com mulheres e crianças defendendo os seus direitos. Assistam reportagem da TV Liberal!

http://globotv.globo.com/rede-liberal-pa/jornal-liberal-2a-edicao/v/indios-voltam-a-ocupar-canteiro-de-obras-da-usina-belo-monte-no-sudoeste-do-estado/2599152/
Foto Ilustração _ Campanha Munduruku

27 de maio de 2013

'A Viajante' que não chega a Belo Monte

Aniversário na Rússia/Uol



Por Tereza Amaral


A presidente Dilma Rousseff viaja... do continente africano ao mundo árabe, da América Central a Rússia,enfim, viaja até sem querer como ocorreu com a sua ida a Itália. Ela havia decidido não participar da posse do Papa Francisco. Mas foi. E quem conseguiu a proeza foi o ex-seminarista, o ministro Gilberto Carvalho.

Mas quando o assunto são povos indígenas, a presidente  não 'decola'. Ela tem sido irredutível em pegar um avião e ir até a sua grande obra: Belo Monte. E ficamos todos assistindo a um governo que não governa a todos e sequer institui uma comissão formada por técnicos da Funai e  - por que não? - pelo ex-missionário Carvalho. 

Também é de se estranhar o silêncio do governador do Pará, Simão Jatene, que não move um dedo para intermediar o que está acontecendo no estado a que governa. Entre tanta omissão, guerreiros dispostos a não permitirem mais abusos, imposições, omissões e infrações constitucionais e de convenção internacional. Eles  enfrentam o governo com as armas que possuem: Dizer ao mundo que não aceitam a morte das bacias hidrográficas de suas terras.

O governo  está 'oco' diante de uma oca multiétnica - Arara, Kayapó , Munduruku, Xipaia e Tupinambá - que retomou mais uma vez o canteiro principal da usina . A indignação de movimentos sociais, entidades, missionários, ONGs , antropólogos e da população,  que ecoa seu grito nas redes sociais , é proporcional à polêmica hidrelétrica. E igualmente indigesta. Já passa da hora de Dilma conversar com as lideranças e que não ouse fazer de Belo Monte um segundo Eldorado de Carajás.

Norte Energia recorrerá à Justiça para desocupação de canteiro de obras de Belo Monte

27/05/2013 - 15h44

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
 
Brasília – Responsável pela instalação e operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, a empresa Norte Energia recorrerá novamente à Justiça Federal para garantir que índios que ocuparam um dos canteiros de obras do empreendimento deixem o local.
Em nota divulgada nesta tarde, a empresa promete usar todos os recursos legais para retomar a área e garantir a volta ao trabalho dos 4 mil funcionários do Sítio Belo Monte, a cerca de 55 quilômetros de Altamira (PA). Por razões de segurança, as operações foram suspensas assim que os índios conseguiram entrar no local, por volta das 4h de hoje (27).
De acordo com a Norte Energia, o grupo de manifestantes é formado por cerca de 140 índios da etnia Munduruku. Moradores da região do Tapajós, a cerca de 800 quilômetros dos canteiros de Belo Monte, os munduruku pedem a imediata suspensão de todos os empreendimentos hidrelétricos na Amazônia até que oprocesso de consulta prévia aos povos tradicionais, previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) seja regulamentado.
Esta é a segunda ação indígena neste mês que leva o consórcio construtor da usina a paralisar os trabalhos no Sítio Belo Monte, um dos três grandes canteiros de obras do empreendimento. A última ocupação foi no início de maio, durou oito dias e terminou com os índios deixando o local voluntariamente, sem necessidade de uso de força policial. Parte deles, no entanto, continuou acampada em Altamira, mobilizada contra a realização de estudos ou obras nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires.
Para a Norte Energia, a ordem de reintegração de posse do canteiro, expedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), no último dia 8, continua em vigor. Por isso, a empresa sustenta que os ocupantes da área descumprem ordem judicial e podem ser "responsabilizados civil e criminalmente pela nova invasão”. A informação ainda não foi confirmada pelo tribunal.
Tanto a Norte Energia quanto o Consórcio Construtor Belo Monte destacam que os manifestantes não apresentaram qualquer reivindicação e exigem uma reunião com representantes do governo federal para deixar o local.
Procurada, a Secretaria-Geral da Presidência da República não se manifestou, até o momento, sobre a exigência indígena. A Agência Brasil ainda não conseguiu contactar, por telefone, os líderes da manifestação.
Edição: Nádia Franco

Responsabilidade socioambiental do BNDES em Belo Monte é “para inglês ver”


ISA publica em primeiríssima mão cópia do contrato do empréstimos principal da ordem de  R$ 22, 5 bilhões do BNDS para a Norte Energia construir Belo Monte. Veja! http://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-xingu/responsabilidade-socioambiental-do-bndes-em-belo-monte-e-para-ingles-ver 
Foto _ Cláudio Tavares/ISA

Carta no. 7: governo federal, nós voltamos

Fotos _ Paisagem aldeia Arara, Kayapó (acima), Munduruku, Xipaia (direita) e Tupinambá ( esquerda)
Nós somos indígenas Munduruku, Xipaya, Kayapó, Arara e Tupinambá. Nós vivemos do rio e da floresta e somos contra destruírem os dois. Vocês já nos conhecem,mas agora somos mais.
O seu governo disse que se nós saíssemos do canteiro, nós seríamos ouvidos. Nós saímos pacificamente – e evitamos que vocês passassem muita vergonha nos tirando à força daqui. Mesmo assim, nós não fomos atendidos. O governo não nos recebeu. Nós chamamos pelo ministro Gilberto Carvalho e ele não veio.
Esperar e chamar não servem para nada. Então nós ocupamos mais uma vez o seu canteiro de obras. Não queríamos estar de volta no seu deserto de buracos e concreto. Não temos nenhum prazer em sair das nossas casas nas nossas terras e pendurar redes nos seus prédios. Mas, como não vir? Se não viermos, nós vamos perder nossa terra.
Nós queremos a suspensão dos estudos e da construção das barragens que inundam os nossos territórios, que cortam a floresta no meio, que matam os peixes e espantam os animais, que abrem o rio e a terra para a mineração devoradora. Que trazem mais empresas, mais madeireiros, mais conflitos, mais prostituição, mais drogas, mais doenças, mais violência.
Nós exigimos sermos consultados previamente sobre essas construções, porque é um direito nosso garantido pela Constituição e por tratados internacionais. Isso não foi feito aqui em Belo Monte, não foi feito em Teles Pires e não está sendo feito no Tapajós. Não é possível que todos vocês vão continuar repetindo que nós indígenas fomos consultados. Todo mundo sabe que isso não é verdade.
A partir de agora o governo tem que parar de dizer mentiras em notas e entrevistas. E de nos tratar como crianças, ingênuas, tuteladas, irresponsáveis e manipuladas. Nós somos nós e o governo precisa lidar com isso. E não minta para a imprensa que estamos brigando com os trabalhadores: eles são solidários a nossa causa! Nós escrevemos uma carta para eles ontem!.Aqui no canteiro nós jogamos bola juntos todos os dias. Quando saímos da outra vez, uma trabalhadora a quem demos muitos colares e pulseiras nos disse: “eu vou sentir saudades”.
Nós temos o apoio de muitos parentes nessa luta. Temos o apoio dos indígenas de todo o Xingu. Temos o apoio dos Kayapó. Nós temos o apoio dos Tupinambá. Dos Guajajara. Dos Apinajé, dos Xerente, dos Krahô, Tapuia, Karajá-Xambioá, Krahô-Kanela, Avá-Canoero, Javaé, Kanela do Tocantins e Guarani. E a lista está crescendo. Temos o apoio de toda a sociedade nacional e internacional e isso também incomoda bastante a vocês, que estão sozinhos com seus financiadores de campanha e empresas interessadas em crateras e dinheiro.
Nós ocupamos de novo no seu canteiro – e quantas vezes será preciso fazer isso até que a sua própria lei seja cumprida? Quantos interditos proibitórios, multas e reintegrações de posse vão custar até que nós sejamos ouvidos? Quantas balas de borracha, bombas e sprays de pimenta vocês pretendem gastar até que vocês assumam que estão errados? Ou vocês vão assassinar de novo? Quantos índios mais vocês vão matar além de nosso parente Adenilson Munduruku, da aldeia Teles Pires, simplesmente porque não queremos barragem?
E não mande a Força Nacional para negociar por vocês. Venham vocês mesmos. Queremos que a Dilma venha falar conosco.




Canteiro de obras Belo Monte, Altamira, 27 de maio de 2013

Fonte_ Blog da Ocupação de Belo Monte